Grandes empresas de tecnologia seguem promovendo cortes em seus quadros sob o argumento de ganhos de eficiência proporcionados pela inteligência artificial. Salesforce, Microsoft e CrowdStrike anunciaram demissões recentes, apontando que a automação e o uso de agentes de IA reduziram a necessidade de determinadas funções.
No caso da Salesforce, cerca de 4 mil cargos de atendimento ao cliente foram eliminados. Segundo o CEO Marc Benioff, de 30% a 50% das interações com clientes já são realizadas por sistemas de inteligência artificial, o que justificou a reestruturação.
A Microsoft também tem ajustado equipes em áreas de suporte e desenvolvimento, priorizando projetos voltados para IA generativa. Já a CrowdStrike anunciou a demissão de aproximadamente 500 funcionários, cerca de 5% de sua força de trabalho global, destacando que a inteligência artificial está “redefinindo todas as indústrias” e permitindo maior eficiência operacional.
Apesar do discurso corporativo, especialistas alertam que a substituição de trabalhadores por sistemas de IA pode acentuar desigualdades e criar novos desafios sociais. Até o momento, não há sinais de reversão dessas medidas pelas companhias.
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