Durante uma entrevista ao jornal Metrópoles, publicada na quinta-feira (11), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) levantou a possibilidade de uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil, caso o país siga por um caminho semelhante ao da Venezuela.
Atualmente nos EUA, onde realiza articulações com aliados de Donald Trump, Eduardo elogiou a postura do presidente americano e sua disposição em “defender as pautas da liberdade”. Questionado sobre uma eventual intervenção americana, ele considerou a ideia improvável no momento, mas não descartou completamente o cenário.
“Se o regime brasileiro for consolidado e tiver uma evolução igual à da Venezuela, com eleições que não são nada transparentes, sem ampla participação da oposição, com censura e prisões políticas, o Brasil pode, no futuro, perfeitamente precisar da vinda de caças F-35 e de navios de guerra, porque é o atual estágio da Venezuela”, afirmou.
O parlamentar voltou a exaltar a administração Trump e afirmou que autoridades brasileiras deveriam estar atentas aos sinais emitidos por Washington. “Se as autoridades brasileiras tiverem juízo, vão prestar muita atenção nesse discurso”, declarou, em tom de advertência.
Críticas às eleições e liberdade de expressão
Ao comentar a eleição presidencial do próximo ano, Eduardo Bolsonaro levantou dúvidas sobre a lisura do processo eleitoral no Brasil. Segundo ele, a ausência de participação plena da oposição, o medo da população em expressar opiniões e ordens judiciais secretas que exigem remoções de conteúdos em redes sociais seriam sinais de alerta.
“Se não tivermos uma ampla participação da oposição, se as eleições forem baseadas em censura, se o povo seguir com medo de falar ou tiver que deletar tuítes por ordens secretas, se não puderem dizer a verdade sobre Lula, por que a maior potência mundial, farol da liberdade e da democracia, teria de reconhecer a democracia brasileira?”, questionou o deputado.
As falas geraram forte repercussão política, especialmente pelo tom intervencionista e pela defesa explícita de uma possível ação estrangeira em solo nacional, o que contraria preceitos constitucionais e o princípio da soberania nacional.
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