O Banco Central Europeu (BCE) decidiu nesta quinta-feira (11) manter suas principais taxas de juros inalteradas, em decisão alinhada às expectativas do mercado. A taxa de depósito permanece em 2%, a de refinanciamento em 2,15% e a de empréstimos em 2,40%.
A medida foi tomada após a inflação ao consumidor da zona do euro (CPI) acelerar para 2,1% em agosto, levemente acima da meta oficial de 2%. Apesar do avanço, analistas avaliam que o resultado não altera a estratégia de “espera” adotada pela autoridade monetária, que já havia pausado o ciclo de cortes iniciado no ano passado, responsável por oito reduções consecutivas.
O BCE adota postura cautelosa diante do cenário internacional. Além da persistência da inflação, a Europa enfrenta pressões geopolíticas crescentes. A Rússia intensificou ataques contra a Ucrânia nas últimas semanas, reduzindo perspectivas de um cessar-fogo, enquanto a França passa por turbulência política após a queda do governo do primeiro-ministro François Bayrou.
Outro fator de incerteza é o impacto do novo acordo comercial firmado com os Estados Unidos, que ainda gera dúvidas sobre seus efeitos na economia do bloco europeu.
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