Uma operação coordenada entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Federal e a Polícia Civil do Rio de Janeiro resultou no maior resgate de aves silvestres dos últimos anos no estado. Na madrugada desta quarta-feira (10), mais de 1.000 pássaros foram salvos de um esquema de tráfico interestadual de animais.
O flagrante ocorreu na BR-040, em Petrópolis, quando agentes da PRF abordaram um veículo que apresentava sinais suspeitos. Ao abrirem o porta-malas, os policiais encontraram 12 caixas de madeira grandes e 10 caixas de papelão menores contendo um total de 1.080 aves silvestres, entre elas coleiros, canários, trinca-ferros, tico-ticos e um raro tiê-sangue.
O motorista, de 49 anos, declarou que saiu de Barbacena (MG) e tinha como destino final a cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde os animais seriam comercializados ilegalmente em uma feira livre.
Entre os animais resgatados, 820 estavam em condições de retorno à natureza, enquanto 80 apresentavam ferimentos e 180 foram encontrados mortos — vítimas das condições precárias de transporte, sem ventilação e espaço adequado.
A carga ilegal incluía:
- 754 coleiros
- 40 tico-ticos
- 18 canários
- 7 trinca-ferros
- 1 tiê-sangue
As aves foram encaminhadas ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), na Área de Proteção Ambiental de Petrópolis, onde passam por avaliação veterinária e reabilitação antes da soltura.
A operação contou com apoio da Delegacia do Meio Ambiente da Polícia Federal e da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente da Polícia Civil.
Tráfico de animais silvestres é crime ambiental
O transporte e comercialização de animais silvestres sem autorização configuram crime ambiental, conforme o Artigo 29 da Lei nº 9.605/98. A pena prevista varia de seis meses a um ano de detenção, além de multa. A pena pode ser agravada em casos de reincidência, uso de métodos cruéis ou quando se tratar de espécies ameaçadas de extinção.
Além da responsabilidade criminal, o tráfico de fauna impacta diretamente o equilíbrio dos ecossistemas, contribuindo para a perda da biodiversidade e a extinção de espécies.
*Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












