O presidente da Guiana, Irfaan Ali, tomou posse neste domingo (7) para seu segundo mandato, após ser declarado oficialmente vencedor das eleições realizadas na semana passada. A Comissão Eleitoral certificou a vitória no sábado (6), destacando que Ali conquistou uma “vitória contundente”. Seu partido, o Progressista Popular, garantiu maioria no Parlamento com 36 das 65 cadeiras.
A Guiana, vizinha do Brasil, da Venezuela e do Suriname, tem atraído atenção global devido às descobertas de vastas reservas de petróleo em alto-mar nos últimos dez anos, além de sua riqueza mineral. Parte dessa nova receita tem sido direcionada por Ali para programas sociais, o que fortaleceu sua popularidade.

Apesar do crescimento econômico acelerado, o país enfrenta desafios geopolíticos. A região de Essequibo, rica em recursos naturais, continua sendo alvo de disputa com a Venezuela, que reivindica a área sob sua soberania. Esse conflito permanece como ponto central na política externa guianense.
Nas eleições, Ali enfrentou o empresário Azruddin Mohamed, de 38 anos, que, ao lado de seu pai e de sua empresa exportadora de ouro, foi sancionado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos por suposta participação em casos de corrupção pública.
Os EUA parabenizaram oficialmente a reeleição de Ali. Em comunicado, o Departamento de Estado afirmou esperar “trabalhar com o governo do presidente Ali para avançar em prioridades compartilhadas de política externa, incluindo o fortalecimento da segurança energética e o apoio à soberania e à integridade territorial da Guiana, particularmente em relação à região de Essequibo”.
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