O café, companheiro do dia a dia do brasileiro, tornou-se alvo de fiscalização após denúncias de adulteração. No Rio de Janeiro, uma ação de três dias da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor resultou na inspeção de 58 estabelecimentos e na apreensão de mais de 10 toneladas de café suspeito de fraude.
A operação Café Real foi conduzida em parceria com o Procon, a Polícia Militar e o Ministério da Agricultura e Pecuária. As denúncias indicavam que o café estava sendo adulterado no processo de fabricação, com a adição de elementos como cascas, paus, pedras e até milho, com o objetivo de aumentar o volume e reduzir custos, comprometendo qualidade, aroma e sabor do produto. Em alguns casos, essas adulterações podem incluir substâncias nocivas à saúde.
Em São Fidélis, fiscais encontraram uma indústria que misturava cascas, paus, pedras e resíduos que poderiam conter insetos. Em Itaocara, grãos apresentavam resíduo de exportação e impurezas acima do permitido, resultando na destruição de cerca de 900 quilos de café em pó e in natura.
A legislação tolera pequenas quantidades de cascas e paus por serem naturais do processo de cultivo, mas em excesso podem conter agrotóxicos e representar risco à saúde.
As amostras recolhidas serão analisadas pelo laboratório da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Caso a adulteração seja confirmada, os estabelecimentos responderão administrativamente, com prazo de 15 dias para defesa, e multas que podem chegar a R$ 17 milhões por fornecedor.
Diante da gravidade do caso, a Secretaria de Defesa do Consumidor encaminhará representação ao Ministério Público do Rio de Janeiro, solicitando providências cíveis e criminais contra os fornecedores fiscalizados, especialmente as indústrias envolvidas.
*Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











