A lista dos filmes selecionados para a Première Brasil, mostra competitiva do Festival do Rio dedicada à produção nacional, foi divulgada nesta terça-feira (2) e já entra para a história: são 124 obras brasileiras escolhidas, o maior número desde a criação do evento.
Realizado entre os dias 2 e 12 de outubro, o Festival do Rio chega à sua 27ª edição com um crescimento expressivo nas inscrições. Foram 320 longas brasileiros enviados para avaliação, entre mais de mil títulos nacionais e internacionais.
— Nós estamos muito, muito felizes de ter este ano uma Première Brasil que é a maior que a gente já teve, não só em número de inscritos, mas principalmente em número de selecionados — afirmou Ilda Santiago, diretora do festival.
Segundo ela, 2025 é um ano crucial para reafirmar a força da produção audiovisual nacional.
— É o momento de contar mais histórias e mostrar que o talento brasileiro existe. Há filmes para todos os gostos: longas em competição, documentários, curtas, séries. Este é um momento de celebração e de apontar para o futuro de uma indústria sólida — completou.
Destaques da seleção
Na mostra competitiva de longas de ficção, nomes consagrados e novos talentos dividem espaço. Entre os selecionados estão A Vida de Cada Um, de Murilo Salles; Cyclone, de Flavia Castro; Ato Noturno, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher; Virtuosas, de Cíntia Domit Bittar; e Quase Deserto, de José Eduardo Belmonte.
Entre os documentários inéditos, ganham destaque Apolo, estreia na direção da atriz Tainá Müller; Cheiro de Diesel, de Natasha Neri e Gizele Martins; Meu Coração Neste Pedacinho Aqui – Dona Onete, de Mini Kerti; e Massa Funkeira, de Ana Rieper.
Filmes exibidos em festivais internacionais também terão sessões especiais fora da mostra competitiva, como O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, e Para Vigo me Voy, de Karen Harley e Lírio Ferreira, ambos vindos do Festival de Cannes.
Diversidade de formatos e temáticas
A Première Brasil inclui ainda mostras específicas como “Novos Rumos”, voltada à experimentação estética e narrativa; “Retratos”, com perfis de personalidades culturais; “O Estado das Coisas”, com temas políticos e sociais; além de sessões à meia-noite, clássicos restaurados e filmes voltados ao público infantojuvenil.
Séries brasileiras também fazem parte da programação, como Ângela Diniz: Assassinada e Condenada, de Andrucha Waddington, e Ayô, de Yasmin Thayná. Já os curtas-metragens, sempre um destaque do festival, aparecem em diversas subdivisões temáticas.
Um panorama do cinema nacional atual
A edição de 2025 reflete a vitalidade do cinema brasileiro, mesmo diante de desafios econômicos e estruturais. Com obras que vão do experimental ao popular, da ficção ao documentário, a curadoria busca valorizar a pluralidade de vozes e linguagens que compõem o audiovisual do país.
A lista completa dos filmes selecionados pode ser conferida no site oficial do Festival do Rio.
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