A dívida pública dos EUA já ultrapassa o teto dos US$ 30 trilhões e só consegue ser financiada graças à crescente elevação da taxa de juros, por iniciativa do Banco Central (Federal Reserve Bank, FED na sigla em inglês), e devido à força do dólar como moeda de reserva internacional.
Em dados absolutos, segundo o Departamento do Tesouro, a dívida total chega a US$ 30,9 trilhões e caminha para chegar a US$ 31 trilhões ainda neste mês de setembro.
Com um PIB estimado em US$ 24 trilhões em 2022, a relação dívida/PIB do país gira em torno de 130% desde meados de 2020.
A lenta recuperação global após os efeitos da Covid-19 e a nova configuração geopolítica internacional em decorrência do conflito na Ucrânia, está elevando as preocupações do Ocidente em relação à economia norte-americana.
A inquietação é motivada ante a constatação de que os EUA já não têm o mesmo fôlego para fomentar a economia global, como em décadas passadas, principalmente nos países que estão sob sua dependência.
Os prognósticos para um futuro próximo não são animadores, porque a tendência é de que o endividamento continue subindo, e a sinalização veio do próprio FED, ao elevar as taxas de juros em 0,75% na quarta-feira (21), como remédio para conter o aumento na inflação. Com esse reajuste, o intervalo passa de 2,25% a 2,5% para 3% e 3,25%.
Em 2020, a queda no Produto Interno Bruto norte-americano foi de 3,5%, com uma leve recuperação (5,7%) em 2021, mas neste ano já foram contabilizados dois recuos trimestrais, 1,6% de janeiro a março e 0,9% de abril a junho, o que aumenta o risco de uma recessão no país.
O dólar como moeda de reserva continua sendo a principal âncora que segura a economia dos EUA, ainda que venha perdendo força como meio de troca em transações internacionais. Contudo, ainda mantém relevância para os títulos da dívida pública emitidos pelo país.
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