As autoridades de saúde dos Estados Unidos confirmaram o primeiro caso em humanos de miíase, popularmente conhecida como “bicheira”. O registro ocorreu em Maryland, em um paciente que havia retornado da Guatemala, segundo informações divulgadas pela agência Reuters.
De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), o paciente já recebeu tratamento. No entanto, a confirmação do caso gerou preocupações dentro da indústria pecuária e entre autoridades estaduais. E-mails internos, citados pela imprensa, indicam que o CDC notificou produtores de carne bovina e órgãos locais no dia 20 de agosto, sem divulgar detalhes públicos por conta de regras de privacidade.
Beth Thompson, veterinária estadual da Dakota do Sul, criticou a falta de transparência da agência. “Descobrimos por outros canais e depois tivemos que ir ao CDC para obter uma atualização sobre o que estava acontecendo. Eles não foram muito comunicativos”, afirmou.
O caso levantou um alerta em nível nacional. Analistas temem reflexos econômicos significativos, já que, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA, um único surto pode gerar perdas de até US$ 1,8 bilhão apenas no Texas, maior produtor de gado do país.
As larvas da “bicheira” são endêmicas em partes do Caribe e da América do Sul e vêm avançando para o norte desde 2023, passando pela América Central e pelo México, até chegar agora ao território americano.
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