O cartunista Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, conhecido como Jaguar, morreu neste domingo (24), aos 93 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital Copa D’Or, na zona sul da cidade, com um quadro de pneumonia que evoluiu para complicações renais. Nos últimos dias, recebia cuidados paliativos.
Jaguar foi um dos grandes nomes do humor gráfico brasileiro. Cofundador de O Pasquim — jornal lançado em 1969 durante a ditadura militar —, ele se destacou pela crítica política e irreverência. O semanário rapidamente se tornou símbolo da resistência cultural e uma das publicações mais influentes do país nas décadas de 1970 e 1980.
Além do papel fundamental na imprensa alternativa, Jaguar também contribuiu para a televisão, sendo responsável pelas clássicas vinhetas animadas do “Plim Plim”, da TV Globo. Sua carreira começou nos anos 1950, com publicações em veículos como Última Hora, Manchete, Senhor, Civilização Brasileira, Tribuna da Imprensa e Pif-Paf.
Seu pseudônimo, com o qual ficou nacionalmente conhecido, foi uma sugestão do jornalista Borjalo.
Durante a ditadura, Jaguar criou o personagem Sig — um ratinho que se tornou mascote de O Pasquim. Por conta de sua atuação crítica, foi preso e respondeu a processos no período.
Entre suas obras mais conhecidas estão os livros Átila, você é bárbaro e Ipanema, se não me falha a memória, que combinam humor, memória e reflexões sobre a vida no Brasil.
A morte do artista gerou grande comoção nas redes sociais. Colegas e admiradores prestaram homenagens. O cartunista Angeli descreveu Jaguar como “o maior”, e Laerte Coutinho o chamou de “mestre querido”. Allan Sieber lembrou com carinho da época em que teve um livro editado por Jaguar, e Chico Caruso afirmou que sua morte representa “uma perda irreparável para o humor e para o Brasil”.
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