Fiscais do Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (Ivisa-Rio) interditaram, na tarde desta segunda-feira (18), um depósito clandestino no centro do Rio de Janeiro que armazenava mais de uma tonelada de cosméticos e produtos para emagrecimento de forma irregular, sem qualquer autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
A operação foi motivada por uma denúncia anônima sobre a situação de higiene no local. Ao chegarem à Rua Sete de Setembro, 128, os fiscais enfrentaram resistência dos funcionários e precisaram do apoio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) e da Polícia Militar para conseguir acessar o imóvel.
“Constatamos aqui que diversos produtos sem qualquer registro da Anvisa seriam comercializados, o que poderia gerar problemas para a saúde da população”, afirmou Aline Borges, presidente do Ivisa-Rio.
Durante a inspeção, foram identificadas diversas irregularidades, como ausência de alvará de funcionamento, condições precárias de asseio e o armazenamento inadequado dos produtos, que estavam expostos a variações de temperatura, umidade e iluminação inadequadas.
Como medida administrativa, todos os produtos foram apreendidos, e o estabelecimento foi interditado. As mercadorias foram retiradas por um caminhão da prefeitura e serão descartadas de forma segura.
O responsável pelo depósito foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos e poderá responder por infrações sanitárias e crimes contra a saúde pública.
“Trata-se de um cenário bem preocupante. Continuaremos a atuar com integração em prol da ordem pública da cidade”, disse o secretário de Ordem Pública, Marcus Belchior.
Riscos à saúde
De acordo com a Anvisa, cosméticos e produtos para emagrecimento devem seguir normas rigorosas de armazenamento para garantir segurança e eficácia. O não cumprimento dessas regras pode resultar em:
- Cosméticos: alterações na fórmula, perda de eficácia, risco de contaminação e danos à pele.
- Produtos para emagrecimento: risco elevado de conter substâncias proibidas ou em concentrações perigosas, com potencial para provocar efeitos adversos graves à saúde.
Como denunciar
A prefeitura reforça a importância da participação da população e orienta que denúncias sejam feitas pelo canal oficial 1746.
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