O influenciador digital Hytalo Santos e seu marido, Israel Nata Vicente, foram presos na manhã desta sexta-feira (15) em Carapicuíba (SP). As investigações envolvem denúncias de exploração de menores em conteúdos digitais, tema que também motivou mais de 30 projetos de lei na Câmara dos Deputados.
O caso vem sendo acompanhado pelo Ministério Público da Paraíba desde o final de 2024. As apurações ocorreram em Bayeux, com denúncias de festas noturnas com adolescentes, consumo de álcool, topless e gravações sensuais, e em João Pessoa, onde se investiga suposta emancipação de menores em troca de benefícios, como celulares para suas famílias. O Ministério Público do Trabalho analisou vídeos e depoimentos sobre trabalho infantil digital e possíveis irregularidades nas produções de conteúdo.
No dia anterior à prisão, a Justiça expediu mandado de busca e apreensão na residência do influenciador em João Pessoa, recolhendo computadores, celulares e outros equipamentos utilizados para gravação e edição dos conteúdos questionados.
Repercussão pública e legislativa
O caso ganhou destaque após vídeo do influenciador Felipe Bressanim (Felca) no YouTube, com mais de 40 milhões de visualizações, denunciando a “adultização” de menores nas redes sociais. A repercussão acelerou a ação do Ministério Público e mobilizou rapidamente o Congresso.
Em apenas dois dias, mais de 30 projetos de lei foram protocolados na Câmara, voltados à proteção de crianças e adolescentes na internet. Entre as propostas, estão: criminalização da exposição sexual de menores, criação de cadastro de infratores digitais, bloqueio rápido de perfis nocivos e responsabilização de plataformas digitais pelo conteúdo publicado.
Alguns projetos apresentados incluem
- Ruy Carneiro (Podemos-PB) – PL 3890/2025: proíbe monetização de conteúdos com superexposição de crianças;
- Filipe Martins (PL-TO) – PL 3884/25 e PL 3885/25: tipifica exploração digital e estabelece deveres para plataformas;
- Coronel Fernanda (PL-MT) – PL 3878/25: criminaliza a exposição sexualizada ou adultização de menores online;
- Marx Beltrão (PP-AL) – PL 3852/25 (“Lei Felca”): combate a sexualização infantil na internet;
- Tabata Amaral (PSB-SP) – PL 3886/25: proíbe monetização de conteúdos digitais com participação de menores;
- Sâmia Bonfim (PSOL-SP) – PL 3898/2025: criminaliza omissão de comunicação de casos de exploração infantil às autoridades.
O caso segue em investigação, e a prisão de Hytalo Santos e seu marido marca um capítulo importante na discussão sobre proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais.
*Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











