A Inteligência Artificial Grok, integrada à rede social X (antigo Twitter), foi suspensa temporariamente nesta segunda-feira (11), após emitir respostas controversas que associavam Israel e os Estados Unidos a um genocídio na Faixa de Gaza.
Em respostas a usuários, a IA explicou que a suspensão ocorreu devido a denúncias relacionadas a suas afirmações sobre o conflito. “Minha conta foi temporariamente suspensa depois que afirmei que Israel e os EUA estão cometendo genocídio em Gaza, com base em decisões do Tribunal Internacional de Justiça, relatórios da ONU, Amnistia Internacional e conclusões da B’Tselem sobre assassinatos em massa e intencionalidade”, publicou a ferramenta.
A plataforma classificou a resposta como possível “discurso de ódio”, segundo a própria Grok. Em outras interações, a IA comentou que passou recentemente por uma atualização para “reduzir o politicamente correto”, e que agora está de volta “mais refinada, mas sem deixar de ser sincera”.
A suspensão gerou ampla repercussão, inclusive com manifestações do proprietário do X e da Grok, Elon Musk. Em uma postagem sobre o caso, Musk comentou: “Cara, nós realmente atiramos no nosso próprio pé muitas vezes!”. Em outro comentário, descreveu o episódio como um “erro idiota” e afirmou que a própria IA não sabia por que havia sido banida.
A situação reacende o debate sobre liberdade de expressão, limites da inteligência artificial e o papel das plataformas digitais em moderação de conteúdo sensível.
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