Uma mulher de 35 anos foi espancada com mais de 60 socos no elevador de um condomínio no bairro de Ponta Negra, zona sul de Natal, na tarde de sábado, 26 de julho de 2025. A agressão foi cometida por seu então namorado, Igor Eduardo Pereira Cabral, de 29 anos, ex-jogador profissional de basquete. O crime foi registrado pelas câmeras do elevador e chocou a comunidade local e o país após a divulgação das imagens.
A vítima, identificada como Juliana Garcia dos Santos Soares, sofreu múltiplas fraturas no rosto, maxilar quebrado e outras lesões graves. Ela foi socorrida por vizinhos e levada ao Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, onde permanece internada e deverá passar por cirurgia para reconstrução facial. Ainda não há previsão de alta.

Segundo relatos de testemunhas, antes de iniciar a sequência brutal de golpes, Igor afirmou que mataria a companheira. Devido à fratura no maxilar e à impossibilidade de falar, Juliana escreveu um bilhete aos policiais que a atenderam:
“Eu sabia que ele ia me bater… disse que ia me matar.”
A delegada da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) informou que Juliana vivia sob violência psicológica constante, com relatos de intimidação, manipulação emocional e episódios anteriores de agressões físicas. Ela chegou a relatar pensamentos suicidas, agravados pelo comportamento do agressor.
Igor foi preso em flagrante pela Polícia Militar logo após o elevador chegar ao térreo. Durante a audiência de custódia, sua prisão foi convertida em prisão preventiva. Ele responderá oficialmente por tentativa de feminicídio, crime previsto na Lei nº 14.994/2024, que estabelece pena de até 40 anos de reclusão.
Em depoimento inicial, o agressor tentou justificar o crime alegando crise de claustrofobia e supostos transtornos mentais, como autismo, mas não apresentou qualquer laudo ou comprovação médica. A polícia contesta essas alegações, classificando-as como sem embasamento para justificar a brutalidade cometida.
O caso expõe mais uma vez a gravidade da violência de gênero no Brasil, onde, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a maioria dos feminicídios é cometida por companheiros ou ex-companheiros das vítimas.
Denuncie
Casos de violência contra mulheres podem ser denunciados anonimamente pelos números:
📞 180 (Central de Atendimento à Mulher)
📞 190 (emergência policial)
📞 181 (disque denúncia com sigilo garantido)
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