A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu neste sábado (19) um ex-policial militar suspeito de envolvimento no atentado contra Vinícius Pereira Drumond, apontado como um dos líderes do jogo do bicho no estado. O crime ocorreu no último dia 11, na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense.
O homem, cujo nome ainda não foi divulgado, foi localizado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Expulso da PM por receptação de veículos roubados e tráfico de drogas, ele teve a prisão temporária decretada pela Divisão de Homicídios da Capital (DHC), e também foi autuado em flagrante por porte de arma de uso restrito.
No dia do crime, Drumond saía de um shopping na Barra da Tijuca quando passou a ser perseguido por dois veículos. O ataque aconteceu por volta das 11h, em plena Avenida das Américas, nas proximidades da estação BRT Roberto Marinho. Os criminosos efetuaram pelo menos 30 disparos de fuzil contra o Porsche blindado do contraventor, que conseguiu escapar com ferimentos leves. Seus seguranças reagiram, evitando maiores consequências.
Segundo a polícia, os criminosos usaram um veículo adaptado com “seteiras” – aberturas nos vidros laterais para facilitar os disparos. O carro foi encontrado abandonado em Guaratiba, com um pneu estourado.
Ligação com crime organizado e outro homicídio
A investigação aponta que dois dos outros envolvidos no atentado são integrantes de uma organização criminosa de Duque de Caxias. O mesmo grupo teria participado do assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo, ocorrido em fevereiro deste ano, no Centro do Rio.
Vinícius Drumond é herdeiro do falecido Luizinho Drumond, figura histórica do jogo do bicho no Rio de Janeiro. Com atuação também no carnaval carioca, Vinícius foi vice-presidente da Imperatriz Leopoldinense e recentemente nomeado patrono da escola Em Cima da Hora.
Apesar da influência cultural, seu nome aparece em diversas investigações policiais. Ele foi alvo da Operação Ouro Negro, que apura furto de petróleo dos dutos da Petrobras. Também foi investigado pela morte do ex-sócio Manuel Agostinho Rodrigues de Miranda, em 2023, crime ainda sem conclusão definitiva.
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