Brasília — O presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), contrariou a pressão do Partido Liberal (PL) e decidiu manter o recesso parlamentar informal no Senado. Mesmo sem a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que formaliza o recesso, o Congresso adotou o chamado “recesso branco”, paralisando as atividades por duas semanas.
O movimento não é novidade. Nos últimos anos, tornou-se prática comum que deputados e senadores interrompam os trabalhos legislativos em julho, independentemente da votação da LDO, o que seria necessário para garantir legalmente o recesso previsto na Constituição.
O Partido Liberal, principal legenda de oposição, pressiona para que o Congresso continue ativo durante o período. A legenda cobra uma resposta institucional a medidas do Supremo Tribunal Federal (STF), que considera abusivas. A intenção seria votar propostas que limitem o poder da Corte.
Apesar da cobrança, tanto o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), quanto o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), mantiveram o esvaziamento da pauta legislativa, consolidando o recesso branco entre os dias 18 e 31 de julho.
A atitude de Alcolumbre e demais líderes do Congresso evidencia a resistência das cúpulas parlamentares em transformar a tensão com o STF em embate direto, frustrando as expectativas do PL de avançar com medidas de enfrentamento durante o período.
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