A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), através da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), realizou nesta quinta-feira (3) a prisão de Elias Vigorito, ex-CAC cujo registro como caçador, atirador e colecionador havia sido cancelado, durante uma operação que desmontou uma fábrica clandestina de munições e acessórios de armas em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense.
A ação, embasada em mandado de busca e apreensão, revelou uma estrutura caseira montada na residência de Elias para produção de supressores de ruído (silenciadores), recarga clandestina de munições e venda de insumos bélicos. No local, foram apreendidos armas de fogo, ferramentas de precisão, máquinas, insumos e artefatos parcialmente montados, além de celulares e computadores que poderão revelar vínculos com facções criminosas. Elias já tinha histórico: em 2019 foi flagrado com um arsenal ligado a um grupo acusado de assassinatos na Região Serrana do estado. Agora, foi autuado pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, fabricação de acessório bélico e munição sem autorização legal.
O governador Claudio Castro destacou a importância da operação: “A venda de munições por caçadores, colecionadores e atiradores é proibida no Brasil. Bandidos driblam a fiscalização e alimentam o crime organizado… Essa prisão fortalece o trabalho da Polícia Civil e enfraquece uma das ramificações da indústria do crime”.
A investigação segue com análise dos dispositivos apreendidos e busca mapear eventuais redes de fornecimento e distribuição. A ação evidencia o avanço da profissionalização de núcleos criminais que mantêm estruturas técnicas clandestinas para fabricação e modificação de armamentos no estado.
Este tipo de operação se soma a outras recentes na Baixada, como a apreensão de grande arsenal do tráfico e da PF, incluindo cerca de mil armas durante a Operação Desarmada 3, em Nova Iguaçu, considerada uma das maiores da corporação.
A prisão de Elias Vigorito e o desmantelamento da fábrica clandestina revelam a articulação criminosa por trás de estruturas autônomas de produção de armamentos, especialmente em áreas onde grupos organizados disputam territórios. A proibição de comercialização de munições por ex‑CACs mostra falhas na fiscalização que vêm sendo exploradas para abastecer o mercado paralelo.
As investigações da Desarme e a análise do material apreendido serão fundamentais para identificar conexões com facções, prevenir novos crimes e desmantelar redes de fornecimento malignas. A ação reforça a importância do controle rigoroso sobre registros de armas e a cooperação entre órgãos militares e civis.
*Da Agência Fonte Exclusiva, com informações da PMRJ. Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












