Menos de um mês após o trágico acidente com balão que resultou na morte de uma turista e deixou diversos feridos em Capela do Alto (SP), a empresa Aventurar Balonismo voltou a oferecer voos na cidade de Boituva, interior de São Paulo, sem autorização dos órgãos competentes. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (4) pelo portal Metrópoles.
A empresa, que promoveu os novos voos nas redes sociais, inclusive com anúncios de café da manhã incluso, não possui inscrição municipal válida e opera sem os laudos de segurança exigidos pelas autoridades. A situação gerou um alerta da Prefeitura de Boituva, que formalizou denúncias à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e ao Corpo de Bombeiros.
O piloto e o empresário responsáveis pelo voo que resultou na morte de Juliana Alves Prado Pereira, de 27 anos, foram indiciados por homicídio culposo. O caso ainda está sob investigação do Ministério Público de São Paulo.
Relembre o caso
No dia 15 de junho, um balão da empresa decolou de Boituva e caiu no município vizinho de Capela do Alto, a cerca de 20 km do ponto de partida. Durante o voo, o piloto tentou realizar um pouso de emergência devido ao mau tempo, mas perdeu o controle da aeronave. No impacto com o solo, quatro pessoas foram arremessadas para fora do cesto.
Ao todo, 33 pessoas estavam a bordo — 31 passageiros e dois tripulantes. Todos precisaram de atendimento médico, mas Juliana, natural de Pouso Alegre (MG), morreu no local.
Diante da gravidade do ocorrido, a Prefeitura de Boituva reforça a necessidade de fiscalização intensiva e medidas firmes para garantir a segurança dos turistas e a credibilidade do balonismo na região, uma das mais conhecidas do país pela prática.
*Da Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












