A Prefeitura de Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, prestará uma homenagem à jovem Juliana Marins, de 26 anos, que morreu durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. O mirante e a Praia do Sossego, em Camboinhas – um dos locais preferidos da jovem – passarão a levar seu nome.
Juliana, que era moradora de Niterói, fazia a trilha no sábado (21) quando caiu em uma cratera do vulcão. Equipes de resgate localizaram o corpo, mas infelizmente ela já havia falecido. A tragédia gerou grande comoção nas redes sociais e mobilizou autoridades brasileiras.
O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), recebeu a família da jovem nesta quinta-feira (26) para comunicar a homenagem e prestar solidariedade. Durante o encontro, foi anunciado o rebatismo oficial do mirante e da praia, iniciativa que será formalizada nos próximos dias.
“A Praia do Sossego era um dos lugares preferidos da minha irmã. Foi ela quem me apresentou àquele paraíso e vivemos momentos especiais ali, junto com amigas”, relatou Mariana Marins, irmã da vítima, emocionada.
Luto oficial e traslado
A prefeitura também decretou luto oficial de três dias em memória de Juliana e anunciou que arcará com os custos do traslado do corpo da jovem para o Brasil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou que o Ministério das Relações Exteriores prestasse todo o apoio à família de Juliana, incluindo o processo de repatriação dos restos mortais.
Em resposta ao caso, o governo federal publicou, nesta sexta-feira (27), um decreto que altera as regras anteriores e passa a permitir que o Estado brasileiro arque com os custos de traslado de corpos de cidadãos mortos no exterior. Até então, essa assistência não incluía repatriações nem sepultamentos, salvo em situações excepcionais.
A tragédia reacendeu o debate sobre segurança em atividades de ecoturismo internacional e levou a manifestações de carinho e solidariedade em todo o país. Amigos e familiares de Juliana planejam realizar homenagens na Praia do Sossego nos próximos dias.
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