A representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, pediu que o presidente Jair Bolsonaro pare de atacar o poder judiciário brasileiro durante a campanha eleitoral.
Nesta quinta-feira (25), Bachelet criticou duramente o presidente brasileiro por intensificar seus ataques contra o Judiciário, bem como contra o sistema eleitoral em face das eleições presidenciais de 2 de outubro.
“O que eu acho mais preocupante é que o presidente [Bolsonaro] convocou seus apoiadores a se manifestarem contra as instituições do Judiciário em 7 de setembro”, disse.
Falando em uma coletiva de imprensa, na qual fez um balanço de seu mandato, que terminará no dia 31, a ex-presidente chilena também disse que um presidente pode discordar das decisões de outros poderes, mas é obrigado a respeitá-las e expressar suas próprias opiniões de forma respeitosa.
Bachelet também denunciou o aumento da violência política no Brasil, “o racismo estrutural persistente e a perda de espaço para a ação da sociedade civil”.
Como parte de sua campanha para desqualificar as urnas eletrônicas, que vêm sendo utilizadas no Brasil há décadas e as mesmas que lhe deram vitória em 2018 como presidente, Bolsonaro realizou uma reunião em julho deste ano com diplomatas de 72 países, onde apresentou o sistema eleitoral brasileiro como um procedimento inseguro.
Bolsonaro é o segundo colocado na maioria das pesquisas de intenção de votos. Ele trava uma disputa acirrada com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que aparece como primeiro colocado. Nesta quinta-feira (25), Lula será sabatinado em entrevista no Jornal Nacional da TV Globo. O programa já entrevistou Bolsonaro, Ciro Gomes do PDT e já programada a entrevista com Simone Tebet (MDB).
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