À medida que a chegada do inverno se aproxima, os governos dos países europeus temem o agravamento da crise energética, com um consequente de custos para os consumidores, segundo destaca o jornalista Lucke McGee em artigo publicado pela CNN.
A crise energética no continente é decorrente das sanções aplicadas contra a Rússia, o maior fornecedor de gás, que responde por 40% da matriz energética nesses países.
MacGee analisa que os próximos meses serão os mais difíceis desde o início da operação da Rússia na Ucrânia, quando os países europeus seguiram a doutrina norte-americana de aplicar sanções contra o governo do Kremlin.
Há uma percepção entre os governos europeus de que a estratégia de fornecer armas para o governo da Ucrânia esteja funcionando como uma solução de curto prazo para um problema de longo prazo sem um objetivo final claro.
Os custos econômicos e militares são considerados elevados, além de provocar uma fadiga mundial tanto com o conflito quanto com o impasse dos países envolvidos.
Nos EUA, o cientista político Dan Kovalik, em entrevista a Presstv, destacou que o governo Joe Biden tenta prolongar o conflito na Ucrânia para desestabilizar a região.
Segundo ele, seria a mesma estratégia usada nas décadas de 70 e 80, quando o governo norte-americano arrastou a União Soviética para o conflito no Afeganistão. Só que desta vez, a situação na Ucrânia está devastando a economia de aliados norte-americanos, como é o caso da Alemanha.
“Os EUA não tem amigos, eles só têm interesses […] O principal interesse de Washington é ser a única superpotência”, disse o especialista.
*Da Sputnik editada pela Agência VIU!. Leia as reportagens do Diário da Guanabara e compartilhe.











