A música brasileira perdeu uma de suas vozes mais emblemáticas nesta quinta-feira (1º): Nana Caymmi, 81 anos, morreu no Rio de Janeiro vítima de disfunção múltipla de órgãos, após complicações de uma arritmia cardíaca e problemas respiratórios.
A informação foi confirmada pelo irmão, Danilo Caymmi, em redes sociais, e pelo hospital onde a cantora estava internada desde agosto de 2023.
A cerimônia de despedida ocorreu no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, espaço simbólico para a cultura carioca, e reuniu familiares, amigos e fãs. Entre lágrimas e aplausos, a trajetória de Nana foi celebrada com discursos e canções que marcaram sua carreira, como “Acalanto” – música composta por seu pai, Dorival Caymmi, para niná-la ainda bebê e que se tornou sua estreia em disco, em 1963.
Filha de uma dinastia musical
Nascida em uma família de artistas, Nana era filha da cantora Stella Maris e do lendário Dorival Caymmi, além de irmã dos músicos Dori e Danilo Caymmi. Juntos, os três irmãos conquistaram o Grammy Latino de 2004 com um álbum em tributo ao pai.
Sua voz grave e aveludada, herdada da tradição musical da família, tornou-se sua marca registrada, capaz de transitar entre sambas, MPB e canções autorais sem se prender a gêneros.
Um legado além de 60 rótulos
Ao longo de 60 anos de carreira, Nana Caymmi evitou estereótipos e manteve-se fiel à sua essência. Suas interpretações, consideradas “irretocáveis” pela crítica, trouxeram novas cores a clássicos e consolidaram-na como uma artista singular. Como ela mesma dizia: “Canto do meu jeito, sem medo de ser quem sou”.
Nana deixa um vazio na música, mas sua voz permanecerá como um farol para as futuras gerações.
*Da Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











