Uma investigação conjunta da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU) revelou o envolvimento de altos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em um esquema bilionário de fraudes em descontos associativos indevidos. Estima-se que R$ 6,3 bilhões tenham sido desviados entre 2019 e 2024 por meio de mensalidades cobradas de aposentados e pensionistas sem autorização.
Cinco nomes centrais foram identificados:
- Geovani Batista Spiecker, diretor substituto de Benefícios;
- Alessandro Antônio Stefanutto, ex-presidente do INSS;
- Andre Paulo Felix Fidelis, ex-diretor de Benefícios;
- Jucimar Fonseca da Silva, coordenador-geral de pagamentos;
- Virgilio Antonio Ribeiro de Oliveira Filho, Procurador-Geral da PFE-INSS.
Todos são acusados de facilitar ou não impedir a retomada de descontos para entidades associativas mesmo diante de alertas técnicos e jurídicos. Há indícios de que alguns beneficiaram direta ou indiretamente familiares e empresas ligadas a eles.
O caso mais emblemático é o de Stefanutto, que, apesar de inicialmente suspender os descontos após denúncias, autorizou posteriormente o desbloqueio em lote a pedido da Contag, ignorando pareceres internos da Procuradoria do INSS.
A PF também aponta que parentes de servidores teriam recebido pagamentos de empresas envolvidas no esquema, entre elas as ligadas a Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
O escândalo põe em xeque a fiscalização dos Acordos de Cooperação Técnica (ACTs), exigência legal para autorizar descontos diretamente na folha do INSS. Segundo a CGU, diversas entidades sequer tinham estrutura operacional para prestar os serviços prometidos.
A operação segue em curso e pode ter desdobramentos em outras autarquias federais.
*Da Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











