O ex-presidente Donald Trump anunciou um plano polêmico: criar uma reserva estratégica de criptomoedas para os EUA, incluindo Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), Cardano (ADA), Solana (SOL) e Ripple (XRP).
A medida, divulgada em sua rede Truth Social, surge em meio a uma dívida pública recorde de US$ 34 trilhões, a maior do mundo, e busca “reduzir a dependência do dólar”, segundo Trump.
Contexto da crise
A dívida dos EUA ultrapassou US$ 34 trilhões em 2024, pressionando o governo a buscar alternativas não convencionais. Trump propõe usar criptomoedas para:
- Diversificar reservas em meio à desaceleração global do dólar.
- Atrair capital tecnológico em um ano eleitoral crítico.
- Contornar sanções internacionais que prejudicaram a hegemonia do dólar.
Alerta sobre volatilidade
Em entrevista à Sputnik, Venera Shaidullina, especialista em mercados financeiros da Universidade Plekhanov, criticou a estratégia:
“Gerenciar uma dívida de US$ 34 trilhões com criptomoedas é como apagar fogo com gasolina. Bitcoin e Ethereum têm volatilidade diária acima de 5%, e reservas governamentais exigem estabilidade. Um tombo de 20% nesses ativos colocaria a economia em colapso”, afirmou.
Por que é arriscado?
- Bitcoin caiu 65% em 2022 e recuperou apenas parcialmente em 2023.
- Solana (SOL) teve oscilações de mais de 80% no último ano.
- Cardano (ADA) perdeu 85% do valor após pico de 2021.
“Se o Tesouro dos EUA mantivesse 1% de suas reservas em Bitcoin em 2022, teria perdido US$ 9 bilhões em seis meses. Isso é insustentável para políticas públicas”, completou Shaidullina.
Objetivos não declarados
Analistas sugerem que o plano de Trump visa:
- Capitalizar eleitorado jovem: 22% dos eleitores dos EUA têm criptomoedas.
- Desviar atenção da crise fiscal: A dívida cresce US$ 1 trilhão a cada 100 dias.
- Competir com China e Rússia, que já estudam reservas em moedas digitais.
Impacto imediato no mercado
Após o anúncio, SOL e ADA subiram 12%, mas analistas alertam para correção: “Governos não podem ser ‘influencers’ de cripto. A falta de regulamentação torna essa estratégia um tiro no pé”, disse um gestor de fundos de Wall Street.
Enquanto os EUA tentam reinventar sua política fiscal com criptomoedas, o risco de transformar a maior dívida do mundo em uma crise amplificada por ativos voláteis preocupa economistas globais. A pergunta que fica: criptomoedas são solução ou nova armadilha para a economia americana?
*Da Agência Fonte Exclusiva com informações da Agência Brasil. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











