O ex-procurador da República, Deltan Dallagnol, e o procurador João Vicente Romão foram condenados pela Segunda Câmara do Tribunal de Contas da União (TCU) nesta terça-feira (9).
Na decisão, os auditores do TCU determinaram que os três devem ressarcir os cofres públicos em R$ 2,8 milhões, por dinheiro gasto com diárias e passagens durante a força-tarefa da Lava Jato.
O relatório, do ministro Bruno Dantas, foi aprovado por quatro votos a zero. Outros sete procuradores foram inocentados. O caso estava sob análise do tribunal desde 2020.
Em 12 de abril, em decisão unânime, o TCU já havia responsabilizado Dallagnol e Janot pelas irregularidades nos pagamentos.
Como ainda cabe recurso, Janot e Dallagnol informaram que vão recorrer da decisão, segundo informações divulgadas pelo G1.
Dallagnol está filiado ao Podemos para disputar uma vaga na Câmara Federal nas eleições de outubro. A decisão pode criar embaraços jurídicos em sua campanha.
Em sua defesa, Dallagnol já alegou que os mais de R$ 2 milhões gastos na força-tarefa é um valor menor os R$ 15 bilhões recuperado pela Lava-Jato para os cofres públicos.
Em outra condenação, em março deste ano, a 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, por quatro votos a um, que o ex-procurador da República indenize o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por danos morais no caso do PowerPoint.
No caso, a corte fixou a indenização em R$ 75 mil, com juros e correção monetária. Segundo o ministro relator, Luís Felipe Salomão, o valor total a ser pago pelo ex-procurador deve superar a casa dos R$ 100 mil. Dallagnol também poderá recorrer desta decisão.
*Da Agência VIU! com Sputnik.











