Marina Colasanti, uma das mais importantes escritoras e jornalistas brasileiras, faleceu aos 87 anos, nesta terça-feira (28), em sua casa, no bairro de Ipanema, na zona Sul do Rio de Janeiro. Ela era casada com o poeta Affonso Romano de Sant’Anna e deixa duas filhas. A causa da morte não foi divulgada.
Nascida em Asmara, na Eritreia, em 1937, Marina mudou-se para o Brasil ainda criança, onde construiu uma carreira brilhante e multifacetada, destacando-se como contista, poeta, cronista, tradutora e artista plástica.
Com uma trajetória marcada pela sensibilidade e pela profundidade de suas obras, Marina Colasanti conquistou leitores de todas as idades.
Seus livros, que transitam entre o real e o fantástico, abordam temas como amor, identidade, memória e a condição feminina, sempre com uma linguagem poética e envolvente. Entre suas obras mais conhecidas estão “Uma Ideia Toda Azul”, “Contos de Amor Rasgados” e “A Moça Tecelã”, este último um clássico da literatura brasileira contemporânea.
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Além de sua produção literária, Marina também se destacou como colunista em importantes veículos de comunicação, como o Jornal do Brasil e a Revista Claudia, onde suas crônicas encantavam os leitores com reflexões agudas e delicadas sobre o cotidiano e a vida.
Ao longo de sua carreira, a escritora recebeu diversos prêmios, incluindo o Jabuti, o mais prestigiado da literatura brasileira, em múltiplas categorias. Sua contribuição para a cultura nacional vai além das palavras, já que ela também se dedicou às artes visuais, com exposições de suas pinturas e ilustrações.
Marina deixa um legado que continuará a inspirar gerações de leitores, escritores e artistas. Sua voz única e seu olhar sensível sobre o mundo farão falta, mas sua obra permanecerá viva, ecoando em cada página escrita e em cada história contada.
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