O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta quinta-feira (o2) o deputado federal do Rio de Janeiro Chiquinho Brazão, sem partido, a sair da prisão para fazer um exame cardíaco.
Acusado de ser o mandante da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, Brazão poderá fazer o exame em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Ele está preso na Penitenciária Estadual da cidade. O cardiologista deverá ser indicado pelo deputado.
Pela decisão de Moraes, a defesa deverá informar data, hora e local do exame com cinco dias de antecedência para que a escolta, que será feita pela Polícia Federal, possa ser organizada.
Em dezembro, a defesa pediu que Chiquinho Brazão fosse colocado em prisão domiciliar, mas a Procuradoria-Geral da República discordou.
Acusados como mandantes dos assassinatos de Marielle e Anderson, os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, que é conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, são réus em uma ação penal que corre no Supremo Tribunal Federal por causa do foro privilegiado de Chiquinho.
Na Câmara dos Deputados, um processo que pede a cassação do mandato de Chiquinho Brazão teve decisão favorável do Conselho de Ética e aguarda votação no plenário da casa.
Já os ex-sargentos da Polícia Militar do Rio de Janeiro Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, acusados pelos assassinatos da vereadora e do motorista, já foram julgados e condenados.
Relatório sobre a saúde de Chiquinho Brazão
O deputado Chiquinho Brazão enfrenta sérios problemas de saúde e pode morrer na cadeia, segundo detalha um relatório datado de 29 de dezembro e assinado por quatro profissionais, entre eles um médico e uma psicóloga, além do diretor da Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande, onde o parlamentar está confinado.
Detalhes do relatório foram divulgados pelo jornalista Roberto Barbosa na última quarta-feira (1º), no Diário da Guanabara.
O documento define que o estado de saúde de Chiquinho é considerado complexo, com problemas de angina, com alto risco cardiovascular.
“Conforme exames realizados, há indicação de exame cineangiocardiografia coronária, com hipótese de cirurgia cardíaca. No tocante à condição nefrológica, consoante exames, o preso possui nefropatia parenquimotosa bilateral, com alta possibilidade de evolução do quadro para insuficiência renal”, destaca um trecho do relatório.
Chiquinho também tem diabetes e hipertensão arterial, sob tratamento há aproximadamente 17 anos e “apresenta oscilações importantes em ambas as patologias”, segundo diagnóstico que consta no relatório, que também alerta:
“Podemos afirmar que o interno FRANCISCO BRAZÃO, por toda sua delicada condição de saúde e comorbidades em geral, além de seu histórico de saúde e familiar, possui alta possibilidade de sofrer mal súbito com risco elevado de morte”, destaca o documento.
*Da Agência Fonte Exclusiva com informações Agência Brasil. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











